Estudos na Universidade de Birmingham (parte 1)

SemanaP

*Como já havia mencionado neste post, nunca pude escrever sobre a vida acadêmica em Birmingham porque não passei por nenhuma universidade daqui (por enquanto!). A Universidade de Birmingham tem se dedicado a formar mais links com o Brasil. Por meio da assessoria de imprensa da instituição, entrei em contato com três brasileiros que contaram suas experiências para o blog BrummieBR.  

Fotos: Melissa Becker
Fotos: Melissa Becker

A cidade é bem conhecida pela sua vida acadêmica, sendo a Universidade de Birmingham a instituição de ensino superior mais tradicional da cidade.

BrummieBR visitou a universidade em um dia de formatura - Foto: Melissa Becker
BrummieBR visitou a universidade em um dia de formatura

Tive a oportunidade de conversar com três estudantes brasileiros que, apesar de serem todos da área da Engenharia Química, têm histórias bem diferentes.

Os estudantes

Mariana e Fabricio conversaram com o blog BrummieBR em um dos cafés do campus - Foto: Melissa Becker
Mariana e Fabricio conversaram com o blog BrummieBR em um dos cafés do campus

Mariana Nagahara, 21 anos, é de Sorocaba (SP) e cursa faculdade em São Carlos. Ela veio para Birmingham por meio do programa Ciência Sem Fronteiras, do governo federal, em setembro passado e agora está no final de sua temporada inglesa de um ano.

Fabricio Marques, 24 anos, é de Corumbá (MS). O estudante cursou high school em Viena, na Áustria, antes de escolher Birmingham para sua vida acadêmica, que começou em 2007. Hoje, ele está no último ano de seu PhD.

aDSC_1507

Arielle Muniz de Barros (foto à esquerda), 26 anos, de Santos (SP), está há menos tempo por aqui e compartilha conosco suas impressões recentes. Ela chegou em março deste ano – em uma das últimas nevascas desse inverno em Birmingham – para dar início a três anos de estudos de PhD, também como bolsista do programa Ciência Sem Fronteiras.

* * *

Abaixo, você confere os principais tópicos das conversas que o blog BrummieBR teve com os estudantes, em dois dias quentes e ensolarados de julho:

O campus e a cidade

A escolha pela Universidade de Birmingham por Mariana foi influenciada por ser uma instituição bem cotada em Engenharia Química e localizada em um ponto central da Inglaterra.

Para Mariana, a estrutura é um dos grandes destaques, dos laboratórios às salas de aula, passando pela facilidade de encontrar mercadinho e estação de trem dentro do próprio campus.

Facilidade: estação de trem junto ao campus
Trens entre o centro da cidade e o campus partem a cada 10 minutos

Já a cidade pode dividir opiniões.

Gostei muito de Birmingham. Outros estudantes de doutorado não gostam muito, dizem que não se sentem na Inglaterra, mas eu acho super gostoso”, conta Arielle.

No entanto, ela observa que os ingleses podem não ser tão calorosos – diferente de sua experiência na Argentina, onde fazer amizades com os locais foi mais fácil.

Foto: Melissa Becker

Apoio da universidade

Mariana lembra que a universidade ajudou muito no início, desde quando foi buscar a estudante no aeroporto para levá-la direto para a acomodação.

Mais orientações para os alunos recém-chegados são oferecidas durante a Welcome Week, que antecede o início das aulas e ajuda bastante na adaptação inicial dos estrangeiros à cidade.

Foto: Melissa Becker

Auxílio sobre como entrar no mercado de trabalho, como apresentar o seu currículo, aulas de inglês e revisão de trabalhos também podem ser encontrados por lá.

“A vida aqui é mais fácil. Quando precisamos, a universidade é muito acolhedora. Eles estão preparados para receber gente de fora, e isso facilita muito a adaptação”, afirma Arielle.

Ela acrescenta que outros estudantes brasileiros também oferecem grande apoio aos recém-chegados ao campus.

Praticamente não há gastos com livros, porque os alunos encontram as obras pedidas nas bibliotecas da universidade, ou mesmo os professores fornecem o material. Existe fácil acesso a acervos eletrônicos de revistas científicas.  

Foto: Melissa Becker

Onde morar?

Pela experiência de Fabricio, acomodação é uma das primeiras dúvidas dos estudantes brasileiros que chegam em Birmingham. Ele lembra que o mercado é muito dinâmico e que sempre depende de quanto cada um quer gastar.

O site da universidade dispõe os caminhos que o aluno pode escolher para achar seu lar, doce lar (veja aqui). A própria instituição tem acomodações, mas também oferece um serviço para encontrar moradias de particulares que sigam os seus próprios padrões.

Fabricio estima que um estudante econômico, como ele, vai gastar no mínimo 100 libras por semana em um studio (um ambiente), com contas, além de comida e de transporte.

Foto: Melissa Becker

> No próximo post: rotina acadêmica, mercado de trabalho, o que fazer além de estudar e como ser um aluno da Universidade de Birmingham. * UPDATE: leia a segunda parte aqui.

0 comentários em “Estudos na Universidade de Birmingham (parte 1)

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *