Estudos na Universidade de Birmingham (parte 2)

SemanaP

*Como já havia mencionado neste post, nunca pude escrever sobre a vida acadêmica em Birmingham porque não passei por nenhuma universidade daqui (por enquanto!). A Universidade de Birmingham tem se dedicado a formar mais links com o Brasil. Por meio da assessoria de imprensa da instituição, entrei em contato com três brasileiros que contaram suas experiências para o blog BrummieBR. Leia a primeira parte aqui.

Foto: Melissa Becker
Fotos: Melissa Becker

 

Rotina acadêmica

As aulas começam, em geral, na primeira semana de outubro. Entre maio e junho, o período é de provas – quando é montada uma verdadeira estrutura de vestibular para testar o conhecimento de cerca de 30 mil alunos. De julho até o final de setembro, eles estão liberados para curtir as tão esperadas férias de verão.

Foto: Melissa Becker

Um dia na vida de um estudante brasileiro na Universidade de Birmingham depende do nível e do curso.

No caso da gradução, as disciplinas têm horários diversos, e não todas em apenas um turno. Os professores ensinam com um estilo de aula diferente do Brasil, com menos horas na sala e mais estudos em casa.

Foto: Melissa Becker

Já o pesquisador no PhD faz sua própria rotina, dependendo do supervisor, mas tem que ter disciplina para dar conta das tarefas.

Sem carga horária para cumprir, Fabricio organizou diferentes etapas para sua pesquisa – primeiro, literária, seguida de planejamento dos experimentos e do período no laboratório. Atualmente em fase de redação da tese, pouco vai ao campus, mas mantém contato constante com o supervisor.

Mariana, Fabricio e Arielle (da esquerda para a direita) falaram sobre suas experiências
Mariana, Fabricio e Arielle (da esquerda para a direita) falaram sobre suas experiências

Estudando em inglês

Termos técnicos e os trabalhos escritos representaram um desafio, mesmo para quem já tem um bom nível de inglês, como Mariana.

Com menos horas/aulas no PhD, o estudante ouve menos inglês do que alguém na graduação. A solução que Arielle encontrou para acelerar o progresso de sua fluência no idioma foi participar de eventos na universidade, também como forma de se inserir mais na vida do campus.

Foto: Melissa Becker

Mercado de trabalho

O Guild (espécie de união dos estudantes) organiza eventos para networking, importantíssimo para entrar em contato com profissionais e empresas de cada área  (em geral, networking tem uma importância maior aqui do que no Brasil. Se você tem dúvidas em como começar a fazer esses contatos na Inglaterra, esse post em inglês do blog The Freelance Style tem dicas preciosas para todos, estudantes ou não).

Estágio não é obrigatório em alguns cursos, o que torna o network mais importante ainda na hora de tentar alguma experiência. BrummieBR alerta: informe-se sobre o que o seu visto permite em relação a trabalho no Reino Unido.

Ainda afetada pela crise de 2008, a economia britânica vive características de recessão. Birmingham tem regiões com as maiores taxas de desemprego no país (veja esse mapa da BBC).

“O mercado de trabalho está muito difícil na Inglaterra. Se para um inglês é difícil, para alguém de fora é  muito mais”, relata Fabricio.

O estudante também teve experiências dentro da própria universidade e aconselha a aproveitar todas as oportunidades que aparecerem:

“Tem que se começar por algum lugar. Não descarte nenhuma oportunidade, porque pode ajudar mais tarde.”

Foto: Melissa Becker

O que fazer, além de estudar?

Os alunos com quem conversamos são fãs de cinema e aproveitam salas como o Odeon, na New Street, e o CineWorld, em Five Ways. Outras opções culturais não são difíceis de achar – Arielle conta que já foi três vezes no Birmingham Museum and Art Gallery.

Sair para jantar, ir a um pub ou fazer festa na Broad Street também são outras formas de diversão em Birmingham.

Mas não é necessário sair do campus para dar um tempo aos estudos. A estrutura esportiva da universidade – que serviu de aclimatação e pré-treino para a equipe de atletismo jamaicana para as Olimpíadas de Londres 2012, incluindo Usain Bolt – pode ser usada por um preço acessível aos estudantes.

“A Universidade de Birmingham compete em níveis nacional e internacional, estando entre as top 3 em jogos universitários. Atletas que foram às Olimpíadas treinam aqui”, ressalta Fabricio.

Foto: Melissa Becker

A universidade ainda organiza day trips com custos reduzidos, que ajudaram Arielle a se integrar com estudantes de diversos cursos e a não se sentir isolada. Nos poucos meses em que está na Inglaterra, ela já visitou locais como Stonehenge, o castelo de Warwick, Hampton Court Palace, em Londres, e a cidade de York.

Compras

Birmingham é uma espécie de Meca do comércio, uma das forças da economia local. A tentação está na vitrine mais próxima.

Roupas são um sonho de consumo, mesmo nas lojas de departamento. E aconselho deixar para comprar eletrônicos aqui”, sugere Arielle.

Já a adaptação com a comida pode ser um pouco mais difícil. A estudante conta que tem cozinhado bem mais na Inglaterra do que fazia no Brasil, por conta das opções pouco saudáveis. Em meio a muito fast food e frituras na terra do fish & chips, salada com frango foi o mais saudável que Arielle conseguiu encontrar até agora.

Foto: Melissa Becker

Como estudar na Universidade de Birmingham

O site da instituição tem informações sobre interessados em estudar na universidade. Alunos brasileiros podem se inscrever para bolsas em setembro, com início do curso em 2014 (veja aqui). Sobre o esquema do Ciência Sem Fronteiras com a  Universidade de Birmingham, saiba mais aqui.

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