A feira gastronômica dos independentes cresceu

O movimento de cafés, restaurantes e afins que são independentes – isto é, pequenos negócios locais, que não pertencem a nenhuma cadeia – é forte em Birmingham.

Alguns deles se reuniram neste sábado para mostrar seus produtos para o público em um só lugar, durante a Birmingham Independent Food Fair, no Millenium Point.

Fotos: Melissa Becker
Fotos: Melissa Becker

Desde que cafés com mais personalidade, melhor atendimento e produtos de qualidade começaram a abrir pela cidade, eu passei a evitar Starbucks e similares (ok, confesso: não é difícil me achar em um Costa, mas realmente evito os demais). Com opções variadas, por que ir a locais que tem sempre a mesma cara, em qualquer cidade?

As opções indies por aqui são diversas – tanto que o criador do site Dine Birmingham, Ahmed Ahmed, promoveu no ano passado o #FutureFoodies (leia meus posts aqui), uma excelente iniciativa para promover os negócios locais do setor.

O grande sucesso do evento abriu espaço para a realização de uma feira maior dos independentes neste ano.

Para vocês terem uma ideia do que havia por lá:

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> Don Diego Bar de Tapas, em Sutton Coldfield: achei delicioso o pouco que provei.

 

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> Peel & Stone: padaria que faz parte do mesmo projeto do The Church Inn (post aqui), fica na Water St, ao lado do novo estúdio de capoeira do grupo Cordão de Ouro, no Jewellery Quarter. Se o pão do pub é o pão de lá, garanto que bem bom.

 

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> Centenary Lounge: eu já tinha visto os locais nas estações de Moor Street e de Snow Hill – só não sabia que eles ofereciam paninis e doces tão bem feitos e saborosos.

 

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> Kneals Luxury Handmade Chocolates: perfeição em forma de bombom.

 

> Restaurant VMF (Villa Midlands Food): provei um bolo de cenoura dos céus e outros doces deste que é o restaurante do Aston Villa – sim, um dos times de futebol da cidade. Olha que interessante: em 2010, o clube lançou a iniciativa de ter um “restaurante escola” (deve ter um nome melhor para isso, mas não me vem à cabeça agora), para treinar jovens da região de Aston e dar a eles uma profissão. Os torcedores do Birmingham City que me perdoem, mas ganhei um motivo para ir ao estádio do Villa novamente. Pena que não tirei fotos.

 

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> Langley’s Gin: taí algo sobre o qual pretendo conhecer mais – gim. Até então, eu só tinha provado com água tônica, mas a amostra que recebi na Food Fair foi apenas com gelo. Achei forte, mas com um aroma interessante.

 

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E mais bebidas: vinhos do Connolly’s Fine Wine & Spirit Merchants, na Livery Street; Soul Tree Indian Wines (sim, vinho indiano – uma bela surpresa! Provei o cabernet sauvignon com um gosto bem peculiar, para harmonizar com curries com carne ou tandoori), drinks da Bodega (post aqui sobre o local, não cheguei a provar o que estava por lá) e café da The Urban Roast Coffee Co. (coincidentemente, me deram uma amostra de café brasileiro!).

Abaixo, um vídeo com a apresentação de alguns dos restaurantes e fornecedores que participaram:

* * *

No entanto, ou a organização melhorou em teoria apenas, ou o meu erro foi, mais uma vez, chegar tarde ao evento. Em 2013, com entrada gratuita, os participantes foram surpreendidos pelo grande público, o que fez com que a comida de vários terminasse logo.

Nesta edição,  os primeiros tickets estavam à venda por £ 5.50, dando direito a oito amostras (depois, o ingresso passava para £7.50). Era só apresentar o cartãozinho abaixo. Achei a ideia boa.

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Chegamos às 14h30min no Millenium Point para o  evento, que ocorreu das 9h às 18h. Havia barraquinhas no lado de fora que pareciam oferecer opções excelentes – estavam à venda, mas a primeira ideia é aproveitar ao máximo o que o ingresso já pago inclui, não?

E foi aí que achei que não valeu tanto a pena. No horário que chegamos, as amostras de vários locais já tinham acabado ou estavam acabando – principalmente, comida salgada (isso mais de três horas antes do término do evento). Alguns repuseram o produto, mas não fiquei esperando.

Se, no ano passado, eles foram surpreendidos pelo público, neste ano, não foi o caso, pois houve venda de ingressos. Ou talvez o argumento seja: “difícil prever o que cada participante irá provar”. Verdade.

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O setor das bebidas me pareceu o melhor preparado. Doces também não faltaram. Mas fui para experimentar gastronomia variada, e não cupcakes de diferentes lugares, sabe?

Outras pessoas com quem falei acharam o evento ok. No entanto, esse tipo de setor não é sobre o produto apenas – se o chef sabe cozinhar ou não -, mas sobre a experiência que o local oferece para o cliente.

Mesmo assim, torço para mais uma edição do Independent Food Fair no ano que vem. Que mais opções estejam disponíveis e que o evento realmente sirva para promover a força dos independentes para um público maior na cidade.

Vou estar lá no primeiro horário.

Você foi ao Independent Food Fair? O que achou?

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