Uma pausa para o chá

Adoro chás e ervas.

Quem tem um jardim deve aproveitar para plantar aquelas que mais gosta, pois nada se compara ao sabor das ervas frescas. Não tenho essa sorte, mas tenho a sorte de ter um marido que cuida do imenso jardim da mãe – e que, entre outros, cultivou menta.

Se eu só consumia como chá, aprendi com os ingleses que ela é muito mais versátil: como molho, com iogurte, com new potatos, com purê de ervilhas (delícia!).

Mas em um local com as estações tão  bem definidas, a melhor época de cada planta tem data marcada e acaba rapidinho. Por isso, decidi secar a menta para poder usar por alguns meses a mais.

Fotos: Melissa Becker
Fotos: Melissa Becker

É muito fácil: basta dispor as folhas em um papel (usei papel-toalha), deixando em lugar arejado e sem ser diretamente ao sol. Precisa um pouco de paciência. Acho que levou mais de uma semana para as folhas ficarem bem sequinhas.

* * *

Para fazer meu chazinho, precisava de um infusor. Sai sem olhar como era a palavra em inglês (simplesmente tea filter ou tea infuser), e descobri que vários ingleses também não sabiam: quando eu entrava em uma loja, eles entendiam sobre o quê eu estava falando, mas não tinham ideia do nome.

Lembrei que havia visto uma loja de chás em um canto escondido do Pavilions.

Comprei um infusor alemão da marca Mount Everest Tea (foto) no Char Wallah Tea, por £2.50. O espaço é uma loja e tea room e, infelizmente, estava vazio quando passei por lá!

Trouxe para casa uma lista dos 72 chás (todos loose leaf teas, como chamam) que a loja oferece, com o tempo de infusão e temperatura da água ideal para cada um. Existem tipos tão curiosos como Pineapple Chocolate Dream (algo como Sonho de Abacaxi e Chocolate), Jamaica Rum ou Yoga Tea. Vou esperar pelos dias mais frios para conhecer essas variedades melhor.

E você, gosta de um chá inglês? Recomenda algum?

xicara

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