Meu kit sol: claridade, vitamina e bronzeado

Vitamina D, bronzeador e caixa de luz - Fotos: Melissa Becker
Vitamina D, bronzeador e caixa de luz – Fotos: Melissa Becker

Passamos pelas noites mais longas na Inglaterra. Isso me incomoda mais do que o frio, sendo a parte mais difícil da adaptação ao inverno europeu, no meu caso.

Após quatro temporadas, chego ao meu quinto inverno aqui pensando apenas em sentar e esperar os dias congelantes e escuros passarem – mas sei dar um jeitinho. Tentando amenizar as consequências de morar nas ilhas britânicas (e na falta de dinheiro para passar três meses no Caribe), acabei com o que chamo de “meu kit sol”.

Caixa de luz

A primeira vez em que vi uma caixa de luz sendo usada foi no filme Breaking and Entering (Invasão de Domicílio, no Brasil), do Anthony Minghella. A personagem de Robin Wright-Penn, casada no filme com Jude Law, tinha um – achei aquilo tão depressivo, mais uma loucura da personagem do que um possível tratamento mesmo.

Só quando me mudei para cá fui capaz de entender o que é a falta de sol, quando anoitece às 15h30min e só amanhece pelas 8h. Desde dezembro, sinto um sono doido lá pelas 16h (principalmente se estou em casa), uma falta de energia e um desânimo para fazer o que preciso. Não adianta nem cantar Eu Sou Uma Estrela de Luz.

Foi então que comprei a tal da caixa, que tem o triste nome de SAD Light Box – SAD sendo a abreviatura da expressão Seasonal Affective Disorder (transtorno afetivo sazonal, em português).

Fototerapia não é magia, não. Recentemente, li o livro Internal Time: Chronotypes, Social Jet Lag, and Why You’re So Tired, de Till Roenneberg. Na obra, o pesquisador alemão explica como a luz tem papel fundamental no nosso “relógio interno”. Dormimos mais no inverno do que no verão; indíces de depressão aumentam no outono e diminuem na primavera. “Quanto mais longos e claros os dias do ano, mais energia as pessoas têm”, diz.

Não conserta todas as tristezas do mundo, nem é indicada para quem tem depressão severa (ou seja: não é para todos!), mas a caixa resolve um problema meu: me mantém acordada. Em um dia em que fiquei exposta durante a manhã por 2h, fiquei mais produtiva à tarde.

A caixa emite 10 mil Lux (o que seria a intensidade da luz natural nos dias mais chuvosos, segundo Roenneberg). É forte (claro!) e, no início, incomoda, mas a gente se acostuma com o tempo. Não é necessário olhar diretamente para a caixa, apenas deixá-la no mesmo ambiente, dentro das distâncias recomendadas no manual do equipamento. Pelo benefício que tive, acho que vale a pena.

Caixa_luz_Melissa_Becker01

Vitamina D em spray

Há um tempo, um teste de sangue revelou que meu nível de vitamina D estava baixo, e o sol é uma de suas fontes. Resolvi tentar o BetterYou Dlux 3000 Vitamin D Oral Spray, e, na época, mostrei para minha médica. Ela não conhecia, mas não viu mal em eu tentar.

Não fiz exame para saber como ficou o nível de vitamina D depois do uso, mas garanto que é mais prático do que comprimidos – carrego na bolsa e uso quando lembro, sem ter o risco de esquecer e passar um dia inteiro sem – e não ataca o estômago. Aconselho falar com o seu GP antes de adotar.

UPDATE: esqueci de explicar que o recomendado é uma borrifada na boca por dia. Na minha compra mais recente, o spray veio em uma caixinha, com mais informações sobre o produto. Por exemplo, diz que as gotículas, na boca, garantem uma absorção do nutriente mais rápida do que comprimidos ou cápsulas, porque vai diretamente para a corrente sanguínea (sem passar pelo sistema digestivo). 

 

Bronzeado gradual

Sempre fui clara assim – na real, eu evitava o sol no Brasil. Mas nunca pensei que pudesse ficar mais pálida ainda, graças ao tempo britânico.

Para não assustar as pessoas, passei a usar no verão o Clarins Radiance-Plus Golden Glow Booster, um autobronzeador para o rosto (porque o sol daqui não é suficiente nem para me deixar corada no verão!).

É bem sutil (mesmo!) e tem ação gradual: basta acrescentar de uma a três gotas no seu hidratante para o rosto – dependendo do resultado que você busca – e, em alguns dias de uso diário, é possível notar uma leve cor, com a qual eu fiquei bem satisfeita. Considere que eu não tenho nenhuma pretensão de integrar o elenco de TOWIE: um efeito discreto era o que eu queria.

Ainda não usei no inverno, mas acho que lá por fevereiro, vou estar cansada da minha palidez e vou querer ter uma corzinha!

 

E você, o que faz para lidar com a falta de sol?

6 comentários em “Meu kit sol: claridade, vitamina e bronzeado

  1. Nunca imaginei que houvesse uma SAD Light Box, é novidade pra mim. Ela gasta muita energia elétrica ou é economica? Acho que pra mim vai valer a pena, pois eu acredito muito na Seasonal Affective Disorder, nao só como psicóloga mas como pessoa também, meu humor deprime muito no inverno aqui.
    Nunca tive isso no Brasil, pelo contrario, adorava o friozinho de Sao Paulo, adorava tirar as botas do armario e até as vestia sem estar tanto frio, apenas por achar bonito. Que saudade do inverno de um país tropical ! rsrsr
    Adorei as dicas, obrigada por compartilhar! Abs

    1. Olha, não sei – meu marido, que paga a conta de luz, não reclamou ainda, haha. Não é muito prático, mas eu prefiro pelo menos tentar do que não fazer nada e ficar deprimida. Pelo que lembro das instruções, o mínimo aconselhado é ficar exposto por 2h por dia. Antes, quando eu trabalhava em casa, eu tinha tempo de fazer isso, mas agora, não. Só o que faço é deixar a luz ligada pela manhã quando estou me arrumando para o trabalho, para me ajudar a despertar (isso dá uns 45min). Agora que vai ficar mais escuro, vou passar a usar de novo nos finais de semana. Eu também adorava o inverno no Rio Grande do Sul, mas o problema aqui são as horas de claridade (muito limitada). Boa sorte!

  2. Nunca imaginei que houvesse uma SAD Light Box, é novidade pra mim. Ela gasta muita energia elétrica ou é economica? Acho que pra mim vai valer a pena, pois eu acredito muito na Seasonal Affective Disorder, nao só como psicóloga mas como pessoa também, meu humor deprime muito no inverno aqui.
    Nunca tive isso no Brasil, pelo contrario, adorava o friozinho de Sao Paulo, adorava tirar as botas do armario e até as vestia sem estar tanto frio, apenas por achar bonito. Que saudade do inverno de um país tropical ! rsrsr
    Adorei as dicas, obrigada por compartilhar! Abs

    1. Olha, não sei – meu marido, que paga a conta de luz, não reclamou ainda, haha. Não é muito prático, mas eu prefiro pelo menos tentar do que não fazer nada e ficar deprimida. Pelo que lembro das instruções, o mínimo aconselhado é ficar exposto por 2h por dia. Antes, quando eu trabalhava em casa, eu tinha tempo de fazer isso, mas agora, não. Só o que faço é deixar a luz ligada pela manhã quando estou me arrumando para o trabalho, para me ajudar a despertar (isso dá uns 45min). Agora que vai ficar mais escuro, vou passar a usar de novo nos finais de semana. Eu também adorava o inverno no Rio Grande do Sul, mas o problema aqui são as horas de claridade (muito limitada). Boa sorte!

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