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A Arte de Viajar. Malta, 2016 - Foto: Melissa Becker

A Arte de Viajar, de Alain de Botton

Vou dividir minhas impressões sobre A Arte de Viajar, de Alain de Botton, antes de começar a publicar posts de viagens que fiz em 2016.

The Art of Travel, que, no Brasil, foi publicado pela Editora Intrínseca, foi o primeiro livro de Botton que terminei (explico depois). E gostei.

Não é um guia de viagens, mas nos conduz por lugares justamente com reflexões que não constam nesse tipo de publicação. Talvez nem poderiam, porque são baseadas em experiências e sentimentos do viajante.

Cada capítulo conta com uma personalidade como guia por diferentes lugares, do deserto do Sinai a Barbados.

Assim, temos o escritor francês Gustave Flaubert e sua fascinação pelo exotismo do Egito e a região da Provença pelo olhar do pintor holandês Vincent Van Gogh.

A Arte de Viajar - Foto: Melissa Becker
Van Gogh chegou à Provença em fevereiro de 1888 e capturou a luminosidade do local em suas pinturas: “abrindo os olhos dos outros” para essa parte do mundo

Essas estão entre as minhas partes favoritas de A Arte de Viajar, junto às histórias de Alexander Von Humboldt na América do Sul e do próprio Botton na Espanha.

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Hygge: o conceito dinamarquês de viver bem

Hygge vai me ajudar a atravessar esse inverno na Inglaterra.

Tento encontrar distrações para amenizar os dias mais escuros e frios daqui. Já fiz kit inverno kit claridade, comprei caneca que ajuda a colocar tudo em perspectiva

Mas a solução (ou tentativa) deste ano é The Little Book of Hygge: The Danish Way to Live Well, de Meik Wiking (editora Penguin Life) – em tradução livre, O Pequeno Livro de Hygge: O Jeito Dinamarquês de Viver Bem (ainda não lançado no Brasil).

O autor, Meik Wiking,  é diretor do Instituto de Pesquisa sobre Felicidade, baseado em Copenhagen – e hygge tem ligação com os níveis de felicidade da Dinamarca.

Fiz algumas fotos de páginas ilustradas do livro para vocês terem uma ideia melhor desse estilo de vida.

 

Mas o que é hygge?

O termo provém de uma palavra norueguesa que significa “bem-estar”, mas foi apropriada pelos vizinhos dinamarqueses.

Aconchego é a palavra portuguesa mais próxima de uma tradução, mas ela, sozinha, não captura tudo o que o conceito inclui. Leia mais Hygge: o conceito dinamarquês de viver bem

Lentilhas ao vinho branco

Minha tradição de Ano-Novo na Inglaterra é preparar lentilhas ao vinho branco.

Não costumo publicar receitas aqui porque não curto cozinhar. Mas essa lentilha é uma exceção. Preparo na noite do Ano-Novo e às vezes fora da data também.

Tirei a receita do livro Lunch in Paris: A Love Story with Recipes, de Elizabeth Bard (lançado no Brasil pela editora Leblon, com o título Almoço Em Paris – Uma História de Amor Com Receitas).

Lentilhas do tipo Puy para o Ano-Novo - Fotos: Melissa Becker
Lentilhas do tipo Puy em cozimento com vinho branco, cebola e cenoura: receita francesa – Fotos: Melissa Becker

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3 coisas boas da semana

Na toca do coelho com Alice no País das Maravilhas, nova coleção da The White Company e produtividade nesta semana corrida.

Alice no País das Maravilhas

Comecei a ler Alice no País das Maravilhas antes de ir dormir nesta semana. Isso para amenizar um pouco os assuntos mais sérios que tenho acompanhado no Netflix (episódios finais da segunda temporada de Narcos, com muito sangue) e em livro no caminho do trabalho (Webs of Influence, sobre persuasão online, que inspirou esse post da semana).

Alice no País das Maravilhas: edição da Barnes & Noble
Fotos: Melissa Becker

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3 coisas boas da semana

Viajar sem sair do lugar: à Colômbia com a segunda temporada de Narcos, à Holanda pelas páginas de Moça com Brinco de Pérola e aos Estados Unidos com Buffalo & Rye, no centro de Birmingham.

Segunda temporada de Narcos, no Netflix

Fiquei muito feliz quando soube que a segunda temporada de Narcos estaria disponível no Netflix no início deste mês (para vocês terem uma ideia, eu assinei Netflix por causa de Narcos). Mas só foi nesta semana que pude começar a assistir.

Sem querer dar spoilers, depois de assistir a cinco episódios, dá para dizer que o ritmo da história foi mantido – se não estiver ainda mais rápido. Resolvi pular o recap da primeira temporada, e me senti meio perdida, porque a sequência conta a história exatamente de onde a anterior parou: Pablo Escobar caminhando na mata enquanto escapa da prisão.

Narcos ainda tem muita história para contar além de Pablo Escobar. Começou com o personagem certo, mas não deve parar ao narrar a morte dele. Quem sabe, seguir a narrativa do agente americano Steve Murphy (interpretado por Boyd Holbrook), que eu não tenho ideia do que realmente fez na vida real depois da morte do traficante colombiano, mas imagino que deve ter se envolvido em mais algumas caçadas.

 

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3 coisas boas da semana

Uma semana com perfume de América dos anos 30 graças ao novo filme de Woody Allen, Café Society, e evento no bar Bourne & Co..

 

Café Society

Quando a atmosfera do cinema combina com o filme: fomos ver o novo filme de Woody Allen, claro, no The Electric, o cinema mais antigo do Reino Unido ainda em funcionamento, em Birmingham.

Depois de uma série de filmes em cidades europeias (que me converteram a fã, não fanática, do diretor americano), Woody Allen volta a ter os Estados Unidos dos anos 30 como cenário em Café Society, dividindo a história entre o glamour de Hollywood e de sua cidade-natal, Nova York.

Não é das histórias mais interessantes dele, mas é mais um filme divertido e inteligente. Para mim, isso já basta para ir ao cinema ver mais um de Woody Allen.

 

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3 coisas boas da semana

(Always look on the bright side – mesmo quando se passa uma semana sem celular)

 

1) The Danish Girl (no Brasil, A Garota Dinamarquesa), no The Electric. Com quatro indicações ao Oscar – melhor ator para Eddie Redmayne, atriz coadjuvante para Alicia Vikander, figurino e designer de produção -, conta a história do pintor dinamarquês Einar Wegener, pioneiro da cirurgia de mudança de sexo, em sua transição para Lili Elbe. O resumo para as telas deixou de fora certos pontos da história real, segundo essa matéria no The Telegraph. O filme leva mais tempo enfocando a transformação da protagonista, e a sensação é que, no final, tem que pular certos fatos importantes para concluir a história. Mesmo assim, a performance dos dois atores é ótima, as cenas da Dinamarca são lindas e a passagem do tempo entre as décadas de 20 e 30 – mostrada em roupas e ambientes – é encantadora.

 

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