Cânion Fortaleza, Cambará do Sul - Foto: Melissa Becker

Percorrendo as trilhas do Cânion Fortaleza

cambara (640x434)A primeira trilha que fizemos em Cambará do Sul foi no Cânion Fortaleza, localizado no Parque Nacional da Serra Geral, na divisa dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

Era o que eu mais queria conhecer… e ainda quero, porque havia tanta neblina que não pude ter a visão panorâmica que gostaria. Mesmo assim, adorei o passeio.

Cânion Fortaleza, Cambará do Sul - Foto: Melissa Becker
Caminhos pela borda do Fortaleza em meio à neblina que sobe do cânion – Fotos: Melissa Becker

Do centro da cidade até o cânion, são 23 quilômetros – sendo que apenas 13 quilômetros são asfaltados. Muita gente não aguenta o balanço do carro no chão batido e passa mal. Estávamos em um grupo, e houve quem tivesse tomado remédio para enjoo antes de embarcar. Foi tranquilo para a gente.

(Minha principal lembrança da estrada foi que vimos uma caranguejeira atravessando a faixa!)

A falta de estrutura não se limita às estradas, nem é exclusividade deste parque. Na entrada para o Cânion Fortaleza, há uma casa para os guardas que controlam o número de visitantes. Além disso, não há banheiro, ou cestas de lixo.

A manhã é o turno preferido para a trilha, por causa das nuvens. Eu fui em maio, mas dizem que o inverno é a melhor época para se visitar, porque a possibilidade de névoa é bem menor.

 

Trilha do Mirante

A caminhada dura cerca de três horas, totalizando sete quilômetros de percurso. Das três trilhas que fizemos, essa teve grau de dificuldade “médio” para quem não está acostumado (como eu).

De acordo com o roteiro da agência, “Em dias claros, é possível avistar o mar e a mais bela praia gaúcha, Torres, assim como alguns locais de Santa Catarina” a partir do parque.

Como você já sabe, não foi o que aconteceu comigo. Sendo uma atividade outdoor, é óbvio que depende da natureza.

Cânion Fortaleza, Cambará do Sul - Foto: Melissa Becker

Apesar de estar totalmente fechado quando chegamos no mirante, foi encantador ver a névoa lentamente passar pelo campo, vinda das profundidades do Cânion Fortaleza, desde o início da caminhada. É aí que você começa a entender o micro-clima da região.

Cânion Fortaleza, Cambará do Sul - Foto: Melissa Becker

Ainda vimos várias quaresmeiras em flor pela mata (fomos próximo ao feriado de Páscoa).

Cânion Fortaleza, Cambará do Sul - Foto: Melissa Becker

A primeira parte do passeio foi pela Trilha do Mirante, com 3,5 quilômetros de extensão. Na volta, vimos um graxaim (cachorro-do-mato, ou raposa).

Cânion Fortaleza, Cambará do Sul - Foto: Melissa Becker

Claro que ela queria comida, mas os visitantes não devem alimentar os animais silvestres. Muitos se intoxicam com as porcarias que comemos e precisam ser atendidos por veterinários. Por isso, cuidado redobrado para não deixar lixo ou restos de comida pelo caminho.

 

Pedra do Segredo

Na segunda parte, percorremos a Trilha da Pedra do Segredo, com a mesma extensão, na qual caminhamos por matas de araucária.

Foi bem diferente da primeira trilha, principalmente por causa da Cachoeira do Tigre Preto. É muito lindo.

Cânion Fortaleza, Cambará do Sul - Foto: Melissa Becker

Primeiro, atravessamos o rio – o que não é difícil, mas confesso que fiquei com medinho de escorregar nas pedras lisas. O guia ajuda a atravessar, então, não houve problemas. Mesmo assim, quem não quiser arriscar pode ficar ao lado do rio e esperar o grupo retornar.

Cânion Fortaleza, Cambará do Sul - Foto: Melissa Becker

Considere seguir, porque, do outro lado, é possível ter uma vista linda da cachoeira e, logo mais, a Pedra do Segredo.

Cânion Fortaleza, Cambará do Sul - Foto: Melissa Becker

A neblina quase atrapalhou essa vista também, mas pela sequência de fotos acima dá para perceber como muda rapidamente.

(E o segredo é como a pedra se equilibra, tendo uma base tão pequena!)

Em algum momento, quase conseguimos ver o paredão do outro lado. Mas logo as nuvens se fecharam de novo. Aquela visão clássica do Mirante do Fortaleza ficou para uma próxima.

Cânion Fortaleza, Cambará do Sul - Foto: Melissa Becker

Na volta pela trilha, encontramos uma cobra papa-pinto no caminho – sem problemas, porque ela não é venenosa e ficou bem quietinha enquanto o grupo passava.

Fiz o pacote de viagem – que incluiu o passeio ao Fortaleza com transfer e guia – com meu amigo Thiago Copetti, operador da Poltrona 1 Turismo, com o apoio da agência local Cânion Turismo.

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